segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Minhas cartas

As cartas que escrevi desde o começo,
Com tinta de minh’alma e coração.
Foi por amor e por grande paixão,
Tributo ao teu ser, com imenso apreço.
 
No início, elas não tinham endereço.
Somente eram os frutos da ilusão,
Nascidas dentro da imaginação,
Que em contas de rosários te ofereço.
 
Rascunhos tantos fiz, rasguei papel,
Da solidão sorvendo amargo fel,
Fui palmilhando, assim, minha amargura.
 
E sem ter selo e nem caixa postal,
As cartas entreguei, pois afinal,
Em minha vida o amor, hoje, é ventura.
 
Edith Lobato - 30/09/13

8 comentários:

  1. Olá Edith,que linda poesia!
    Você me fez voltar ao tempo em que meu marido e eu namoramos durante 10 meses através de cartas,só que as nossas chegavam aos seus destinos.rs
    Bjs e uma ótima semana.
    Carmen Lúcia.

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    1. Muito obrigada Carmem Lúcia pela leitura por te trazer agradáveis lembranças.
      Bela tarde.

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  2. Linda cartas em forma de poesia. Gostei. Parabéns pelo blog. Bjs

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    1. Obrigada Nal Ponte pela gentil visita e leitura.
      Bela tarde.

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  3. belíssimo soneto!
    Acho que algumas cartas devem ser escritas, mas não entregues... meu problema, é que sempre as entrego.

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    1. A surpresa de uma carta é uma emoção única. Obrigada pela leitura, Ana Bailune.
      Bela tarde.

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  4. Em nome do amor e pelo amor, todas as nossas aventuras e inspirações e os sonhos que embrulhamos em papeis de recordações.
    Belo soneto de uma série linda.
    Abraços na boa semana Edith.

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    1. Obrigada Toninho, pela visita, pela leitura e pela apreciação.
      Desejo-te uma bela tarde.

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Obrigada por sua leitura e comentário.